domingo, 25 de setembro de 2011

Idade parva... (ou excesso de liberdades?)

Ontem tive um jantar de família e amigos, num daqueles restaurantes da nossa linda Lisboa, em Santos, que servem normalmente grupos. A escolha do local até foi feita por mim, ponderando a relação qualidade/preço/ambiente/localização.

Conheço bem o restaurante, e continuo a manter a boa opinião que tenho do local.

Animados, estávamos ainda nos iniciais cumprimentos e apresentações, quando chegou um grupo que, passadas algumas horas me deixaria um misto de irritação, fúria e (muito) medo do que o futuro me trará.

Era um grupo de miúdos que, em alguns casos, não teriam mais que 13 ou 14 anos. Muito me espanta, logo para início, que crianças (ok, adolescentes) de tal idade tenham a liberdade de sair à noite, sozinhos pela cidade, como se de adultos se tratasse. Enfim, tentei ignorar essa minha reacção, posto que os tempos mudaram e as coisas já não são como nos meus tempos.

Durante o jantar, qual coca-cola ou 7up?! Sangria e cerveja!

Pouco mais de uma hora depois, comportavam-se mal, além de já haver uns quantos que vomitavam ou se sentavam no chão à porta, embriagados, gerando uma situação muito desagradável no restaurante e nos restantes clientes. Acabaram por ser "convidados" a deixar o local.

Sim. Eu também já tive 15 anos! E sim. Se me tivessem dado "tanta corda", provavelmente teria feito o mesmo! Só não consigo perceber como é que os pais de hoje o permitem. Como podem meter-lhes 20 ou 30 Euros na mão, para sair à noite, quando nem sequer têm idade legal para tal? Como podem não se ralar? Como conseguirão dormir descansados?

E como podem os donos dos restaurantes e locais que frequentam não sentir o mesmo? Ver o que se passa dentro dos seus estabelecimentos e permiti-lo? Consciência? Negócio? É fácil compreender o que fala mais alto!

Pois. Sou uma "bota-de-elástico". Uma bota-de-elástico resultante da liberdade muito bem controlada que me deram, e que fez de mim a mulher que tenho tanto orgulho em ser.

Pior. Tenho em casa um ser que amo acima de tudo, e que caminha para a adolescência a passos muito mais largos do que eu gostaria. E receio que, como os outros pais, na tentativa de compensar as ausências a que a vida de hoje nos obriga, lhe dê demais. Receio dar-lhe tanto, que a prejudique.

Estou muito longe da perfeição, é certo, mas como em tudo na vida, dou e darei sempre o meu melhor! Mas é tãaaaaaao difícil ser pai/mãe!

Quanto à música, deixo-vos a mais extraordinária música que conheço sobre pais, filhos, amor. Cat Stevens.

2 comentários:

XL disse...

Acredita que também é uma coisa que me preocupa, ainda para mais em Lisboa... na minha terrinha que as coisas eram mais controladas ainda fiz as minhas farras, mas só depois dos 16. Mas não, não tinha 20 ou 30 € no bolso...

Teresa disse...

XL,
Eu também fiz!... aliás, diverti-me à grande! Eram as matinés do Loucuras, do Crzy Nights e do Lido. Noites, só lá para perto dos 18!
E sempre com uma liberdade controlada, e com os meus pais muito presentes e eram eles que impunham as regras!
Foi muito bom, e só posso agradecer-lhes por tudo!
:-)