segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Chico Buarque de Holanda. Chico, 2011.


Desde a Ópera do Malandro que sou incondicionalmente fã do Chico Buarque.

Sim, eu sei que quando o Chico gravou essa grande obra, eu ainda não tinha “cú para as fraldas”. Estávamos em 1979, eu tinha 7 anitos e frequentava apenas a 2ª classe. Portanto, devia apreciar a Maria Armanda no “Eu vi um Sapo” ou a “ Loja do Mestre André”. 

Mas a minha mãe – e lá estou eu outra vez a falar da minha mãe e do quanto ela influenciou os meus gostos – comprou esse LP duplo do Chico, mal ele chegou a Portugal. Por essa altura devia eu ter 9 anos, talvez, que o mundo estava longe de ser tão globalizado como hoje e um disco demorava aí dois anos a atravessar o Atlântico!. 

Pois eu, miúda curiosa por natureza, e de gostos um tanto “avançados” para a minha idade, quis forçosamente entender aquela história feita disco. Aquilo era “muito à frente para mim”. Aventuras e desventuras de uma vida clandestina. Cabarés e “trambiques”. Paixões loucas. Dramas familiares. Demais para mim, nessa altura.

Ainda assim, comecei a gostar do som. Das melodias das músicas compostas pelo Chico. Do encadeamento daquela história que nem entendia muito bem, mas que terminava num final feliz. Dos personagens criados. E daquela música, ora alegre que transpirava festa, ora mais melancólica e triste.

Depois veio o Almanaque (o segundo LP de Chico Buarque que ouvi na minha vida). Veio então o Chico com o Caetano, com o Jobim, com Ney ou com Gal Costa… e veio o “Eternamente, Yolanda”. 

E assim aprendi a gostar do Chico. 

Esta tarde, estava eu a tomar café e a folhear a revista do Correio da Manhã - o famoso jornal da “tragédia de faca e alguidar” – e deparo-me com uma crónica do Pacman (Da Weasel), que me apresentou a mais uma obra do inigualável Chico. Reconhecendo-lhe eu o valor e o saber necessários para me servir como referência, não pude deixar de ficar ainda mais curiosa. “Sinhá” era a faixa que aconselhava, classificando-a como “boa demais”.

Corri para o “You Tube”. De facto sublime, na sua simplicidade. Como, aliás, tudo o resto que entretanto já ouvi deste disco (como um dueto com Thais Gulin, ou “essa pequena”).

E aqui está a “Sinhá”. Vou já tratar de comprar! :-)

2 comentários:

Taty TumTum disse...

Parabens pelo post, ele é relamente fantátisco, uma grande paixão minha também. Eu escutei o Cd e até coloquei o link no meu blog. Minha favorita e Meu querido diário. Bjbj e uma ótima semana.

Teresa disse...

Taty,
Também gostei dessa. Aliás, gostei de todas.
Uma óptima semana também para ti.
Bjs
T.