segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amy

Eu, confesso, nem gostava dela - nem enquanto estilo musical nem tampouco da imagem e exemplo degradante que passava a tantos e tantos jovens, seus fãs.

Mas o mundo perdeu ontem, sem dúvida, uma grande voz.

A mim, o que mais me toca, é imaginar a dor de uma mãe que perde uma filha de 27 anos, nas teias do alcoolismo e da toxicodependência. Esses monstros.

É o que são as dependências, quaisquer que sejam, e em especial estas duas. Uns monstros. Que devastam famílias e causam dor e profundo sofrimento a todos os que se vêem envolvidos nessa realidade. Arrastam os fracos e fragilizados. Prometem trazer cor a mundos cinzentos e vidas vazias. Mas tudo é em vão. No final, sofrem os que caem. E sofrem os que, sem querer, são arrastados também nesse turbilhão.

Sim. Muitos dirão que, hoje em dia quem se deixa arrastar pelo mundo das drogas, é porque quer. Há informação. Todos o sabemos.

Mas o facto é que a vida é feita de escolhas, e nem sempre as escolhas que fazemos são as mais acertadas. Conta a maturidade. Conta o estado de espírito. Conta o meio envolvente. Conta o passado e o presente. Não conta o futuro - nesse, nunca ninguém pensa.

São as escolhas que fazemos que podem conduzir-nos à beira do precipício, e ainda dar o empurrãozinho final. E arrastar famílias, amigos.

Por isso, assusta-me pensar tudo isto. Assusta-me ter uma filha.

2 comentários:

L.O.L. disse...

Nunca tinha ouvido nada dela e até que gostei imenso do que ouvi. Vou procurar os cds dela em algum blogue que dê para "sacar".

L.O.L. disse...

Novo desafio musical:

http://ocantinhodomestre.blogspot.com/2011/08/desafio-musical-n-6.html