segunda-feira, 25 de julho de 2011

Amy

Eu, confesso, nem gostava dela - nem enquanto estilo musical nem tampouco da imagem e exemplo degradante que passava a tantos e tantos jovens, seus fãs.

Mas o mundo perdeu ontem, sem dúvida, uma grande voz.

A mim, o que mais me toca, é imaginar a dor de uma mãe que perde uma filha de 27 anos, nas teias do alcoolismo e da toxicodependência. Esses monstros.

É o que são as dependências, quaisquer que sejam, e em especial estas duas. Uns monstros. Que devastam famílias e causam dor e profundo sofrimento a todos os que se vêem envolvidos nessa realidade. Arrastam os fracos e fragilizados. Prometem trazer cor a mundos cinzentos e vidas vazias. Mas tudo é em vão. No final, sofrem os que caem. E sofrem os que, sem querer, são arrastados também nesse turbilhão.

Sim. Muitos dirão que, hoje em dia quem se deixa arrastar pelo mundo das drogas, é porque quer. Há informação. Todos o sabemos.

Mas o facto é que a vida é feita de escolhas, e nem sempre as escolhas que fazemos são as mais acertadas. Conta a maturidade. Conta o estado de espírito. Conta o meio envolvente. Conta o passado e o presente. Não conta o futuro - nesse, nunca ninguém pensa.

São as escolhas que fazemos que podem conduzir-nos à beira do precipício, e ainda dar o empurrãozinho final. E arrastar famílias, amigos.

Por isso, assusta-me pensar tudo isto. Assusta-me ter uma filha.

Será que é desta?

E aqui vou eu, para mais uma tentativa de férias! Espero que o S. Pedro desta vez seja um bocadinho mais condescendente.

Daqui a nada, quando acordar, bem cedinho... estarei a caminho daqui:

       (foto by arlequin94 in www.panoramio.com)

See you in a couple of days! E aqui vos deixo uma música, só porque sim… só porque gosto. Só porque me estava a apetecer ouvir os Suede.


sexta-feira, 22 de julho de 2011

22 de Julho de 1939

Faltam-me as palavras para escrever sobre o que hoje passa no meu coração. Por isso, optei por copiar o que escrevi aqui, há dois anos atrás.

E não passa um dia sem que te lembre, Mãe. Não passa um dia sem que use uma expressão que dizias, sem que recorde um dos teus gestos... 

Tenho muitas saudades tuas. Fazes-me falta! Tanta.


*******************

22 de Julho de 1939

Teriam sido ontem 70 anos, se tivesses continuado a partilhar connosco este mundo que sempre foi tão cruel contigo. Mas foi melhor assim. Foi menor o sofrimento. O teu, principalmente.

Não completaste os 70 anos, mas acabou-se a tua já longa dor. 


Ontem, pensei em ti vezes sem conta, mas não conseguia escrever nada. E d
epois do tanto que já escrevi sobre ti aqui, ou aqui, e das tantas vezes em que te referi neste blogue, resta-me dizer-te que tenho tantas saudades tuas!

Sinto a tua falta todos os dias. Queria poder partilhar contigo os momentos de imensa alegria que tenho vivido ao lado de um grande amor - e nem imaginas as vezes que já pensei que irias gostar dele (e ele de ti, certamente). Tenho pena de ver a minha "Piolha" crescer, sem que tu o acompanhes. Tenho pena de já não poder ligar-te para ouvir a tua voz. 


Mas a vida é mesmo assim. E, dentro de mim, vais estar para sempre viva!
 
Por isso, onde quer que estejas (e sei que me vês e me sentes): FELIZ ANIVERSÁRIO, MÃE!

Aqui fica a "tua" música... A "nossa" Pedra Filosofal, que ouvimos juntas em tantas tardes da minha infância e que tantas recordações tuas me trás!



terça-feira, 19 de julho de 2011

Ai, ai, ai... S. Pedro!

Eu e o S. Pedro nunca nos entendemos! Basta eu entrar de férias, que ele arranja maneira de fazer a meteorologia virar-se contra mim. Não há direito! Dispensava-se esta ventania e esta ridícula temperatura, que não passa dos 25 graus!

Buááááá!

sábado, 16 de julho de 2011

De, dos, das... posts que começam por preposições

Desculpem lá os que me lêem, que isto nem é nada pessoal, nem me estou a referir a nenhum de vós em especial. É só porque às vezes tenho ataques de mau feitio. E já não posso com títulos de posts iniciados por contracções de proposições e artigos!

Mas parece que está na moda. Será que já ninguém consegue dar títulos a posts que não comecem por "de, dos, das"??? Assim do tipo "das coisas que me acontecem", ou "do quanto consigo escrever bem", ou "dos blogues que leio"!

Fazem-me sempre lembrar as novelas da TVI, que recorrem sempre o título da música do genérico. Ui, que criativo! É que, ao fim das primeiras duas exibições, já ninguém está à espera que uma novela se chame "Saber amar" - com os Delfins a cantar o genérico - ou "Meu amor", emprestado pelo tema dos Xutos. Ou "Todo o tempo do mundo"... ou...

Com os blogues é a mesma coisa... tudo tem por mote "De qualquer coisa". Muito original, de facto. Grande título! E, a mim, soa-me bem!

Mau feitio à parte, aqui fica a música com que ontem adormeci, e que hoje acordei a cantar.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Ainda os livros...

Tou a ver que com as vossas sugestões, vou ter de fazer as palavras cruzadas dos jornais do dia! Ou então comprar um livrinho de Sudoku - coisa que odeio!!!.

Como é que, em 25 visitantes que por aqui passaram só ontem., apenas os meus amigos R e GM é que deram sinal de vida??? - Já gora, R., por acaso eu também vi na Sic Notícias a apresentação desse livro, e fiquei curiosa. E, GM, ainda que os teus gostos não coincidam com os meus, podias sugerir qualquer coisinha. Sempre ficaria a conhecer melhor os teus gostos! E olha que eu sou uma pessoa de gostos muito variados, acredita! :-)

Bom, agradecimentos feitos e respostas dadas,  já sei o que vou fazer!

É hoje que vou embrenhar-me na biblioteca da minha mãe. Desde que ela se foi, há tão saudosos e longos 6 anos, que ando para ir buscar os livros que me deixou. São imensos. De todos os géneros. O meu pai não é pessoa que goste de ler - excepção feita aos jornais diários e aos desportivos. É de homem!. Os meus irmãos, idem. Preferem fazer zapping na TV. De leituras, só o Jogo ou o Record.

Foi a mim que a minha mãe contagiou com o seu vício pelos livros. Comprava-os regularmente. E devorava-os.

Ensinou-me a gostar de autores clássicos - começámos pelo "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry. Seguiram-se mil livros, de tantos e tantos autores. Acho até que fui a única miúda lá do sítio que leu "Os Maias", e gostou.

A minha Mãe deu-me a conhecer um outro lado de Jorge Amado, há muitos anos atrás. Passámos pelos laureados Saramago, Isabel Allende, Gabriel Garcia Marquez, Umberto Eco... Mas também pelo fantástico (não só no sentido qualtitativo, mas no sentido de fantasioso) Stephen King, ou Robin Cook.

Recordo-me também de ter sido a minha mãe quem me apresentou a alguns dos contemporâneos portugueses - de que recordo o quase desconhecido, mas tão português Altino Tojal, ou a escrita tão contemporânea de Mário Zambujal.

Romances, thrillers, espionagem...

Por isso, hoje vou pegar no pacote dos lenços de papel, e vou vasculhar naquelas prateleiras todas o que será a minha leitura de férias. Vou relembrar todos os que já li (uma ínfima parte) e, com toda a certeza, vou descobrir uns quantos para ler nos próximos tempos.

E quando às vossas sugestões... vá lá.... revelem-se! A gerência agradece!

E aqui fica uma música que não tem nada a ver... é só porque eu gosto:

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Aceitam-se sugestões


As férias aproximam-se. Depois de um ano inteirinho a ler livros de bullshit sobre “Pesquisa de Marketing”, ou “Investigação por Questionário”… estou ansiosa! Ou, como diria a minha filhota, estou “insiosa”.

Finalmente, vou poder pegar num livro e lê-lo de ponta a ponta, sem ter de o mencionar numa qualquer bibliografia. Acho que já nem sei fazer isso!

Tenho saudades de ler um livro e mergulhar na sua história. Viajar por esse mundo, guiada por jogos de palavras. Conhecer gente imaginária, e enredos envolventes e viciantes. Querer parar e não ser capaz. 

Sentir os olhos a fecharem-se com sono, mas ter de ler só mais uma página. Para encontrar o fim à estrada. O destino. Para saber mais.

O último que li, “Fúria Divina” de José Rodrigues dos Santos, adorei! É mesmo o meu género. Terrorismo, suspense, política, viagens, e romance q.b.

Gosto de escrita descritiva, mas simples. Que me faça sentir que estou a ouvir uma história que me é lida ao ouvido e que, ao fechar os olhos, me permita visualizar cada cena nos seus detalhes. Gosto de livros dinâmicos, que apresentem vários cenários e onde se cruzem diferentes personagens. Gosto de jogos de palavras. Ironia. Mas também algum humor. Alguma sensualidade. Alguma brutalidade. 

Enfim. Gosto de ler. Portanto, aceito sugestões!

Ahhh… é verdade, só não suporto romances lamechas. Amor, só por si, sem mais nada. Daqueles tão melosos, que só de ler tenho uma crise de diabetes! Tipo Nicholas Sparks. Sem ofensa a quem goste, por favor não me sugiram o género!

Agradecida!




quarta-feira, 13 de julho de 2011

Viver online

Sou uma miúda fã de tecnologias. Nem que seja por uma questão de “deformação” profissional (e de formação, claro).

Faço todas as compras que posso pela internet – até porque detesto lojas e shopping centers. 

Sou cliente online de tudo quanto é serviço básico, seja edp online, finanças online, segurança social online, banco online, tudo online! E irrita-me o que não tenha online.

Sou fã de redes sociais. 

No princípio, era o Hi5. E este, com o correr do tempo, transformou-se numa montra de “garotas de programa”. Um site de engates gratuito – ups, desculpem, de encontros. Deixei de ter.

A seu tempo, já visitei verdadeiros sites de encontros. Achei o Meetic ou o Match.com engraçados, enquanto conceito.

Tenho Liked-In que, dizem, é a maior rede social profissional. Nunca de lá tirei nenhum proveito, mas nunca se sabe! Acho muito interessante e vou mantendo um perfil actualizado e uma rede de contactos devidamente seleccionados. 

Estou no The Star Tracker. Era a rede dos talentos Portugueses espalhados pelo mundo e pretendia juntar sinergias e ser um elo de ligação e partilha de experiências e conhecimento. Fez-se um grande alarido, com direito festa no Campo Pequeno e apadrinhamento pelo nosso Presidente (sim, o da República). Mas depois, desencantou.

Testei o twitter – são poucas palavras para quem gosta de escrever tanto. Nunca consigo dizer tudo o que quero, e tudo passa muito depressa por lá.

Tenho Facebook. É que hoje em dia, quem não tem Facebook é um info-excluído! Tudo acontece por lá. Expõem-se vidinhas aos olhos do mundo. Diz-se que se vai beber café. E quando se vem de beber café. Que se vai ao cinema e quando se vem do cinema. Acho até que há gente que diz quando “vai ali e já vem”. Dizem-se coisas sem pensar. Jogam-se jogos, mandam-se flores, e beijinhos, e abracinhos….

E já por ainda o Google +. Trial. Parece que é o último grito em redes sociais. Tb já lá estou… recebi mas ainda não me convenceu!

Por fim, tenho o meu Blogue – este, em que a cada dia vos dou uma música e algumas histórias. Para mim faz todo o sentido. Vai assumindo um tom mais irónico, mais humorístico (ou com algumas tentativas de o ser), mais crítico, mais romântico. Depende apenas do meu estado de espírito, do que me apetecer escrever, e de quando me apetece escrever. 

Mas acima de tudo é muito ponderado. Porque, quando publicamos alguma coisa na internet, ela fica. O que dizemos, depressa é esquecido. O que escrevemos, fica lá. É inegável. Ainda para mais se o expomos ao mundo. E tem implicações. 

Não se trata de não ser frontal ou transparente. Trata-se de ser ponderado. Medir o alcance e as consequências dos nossos actos e estar prontos a assumi-las de forma consciente é uma virtude.

Que ninguém diga mal do chefe no Facebook, e pense que ele nunca vai saber. 

Que a ingenuidade tem limites, mas a internet não! 


Primeiro, sem música, mas com muita piada:



E agora, música...


terça-feira, 12 de julho de 2011

É viver, para aprender!

Era como a minha mãe me costumava dizer, “é viver, para aprender”. 

Aprendi hoje que a forma como vejo os outros não corresponde forçosamente à forma como eles me vêem a mim. Assim como aprendi que deixar que façam verdadeira, activa e genuinamente parte da minha vida, não significa que pretendam que eu faça parte das suas vidas. Aprendi hoje que infelizmente, para muitos, o que conta é pura e simplesmente a gestão de interesses.

É triste concluir, aos (quase) 39 anos, que eu sou uma pessoa de difícil aprendizagem - é que não é a primeira vez que me surpreendo com este tipo de coisas, mas teimo em nunca me recordar numa próxima volta! Vamos a ver, portanto, se é desta!

Ahhhh…. E não arranjei música para ilustrar este post!... não conhecia nada que se enquadrasse. Mas podem sempre sugerir, e assim enriquecer os meus conhecimentos musicais :-)

Primeiro beijo.


Ontem, depois de ler um post da Sahaisis sobre primeiros beijos, fui invadida por uma doce nostalgia e não resisti a colocar aqui o que comentei por lá, acrescentando algumas pitadas.

As memórias do nosso primeiro beijo. O beijo mais inesquecível. Fez-me dar três voltas à Praça de Espanha. Literalmente!

Foi na despedida de um almoço em que nenhum de nós comeu. Foi um primeiro beijo pensado. Não porque estivesse já pensado, mas porque já tinha sido imaginado por ambos vezes sem conta.

No final do almoço, ele acompanha-me ao carro. Um até logo doído. De quem não tem vontade de ir. E surge o primeiro beijo. Assim, do nada. No meio da rua. Sem ser muito "rebuscado", que afinal estávamos no meio da rua. Mas tão sentido que me deixou "zonza". 

Meti-me no carro, e sem exagero, contornei a Praça de Espanha três vezes. Sorriso estúpido nos lábios. Nem conseguia saber para onde ia. Mais algumas voltas. Embasbacada nos semáforos, com a cabeça num turbilhão, lá encontro a saída para a A5.

Depois desse primeiro beijo, muitos “primeiros beijos” se seguiram. E ainda se seguem.

Criámos como que um código de beijos. Há beijos que transmitem carinho – dizem até já. olá. cheguei. amo-te. dorme bem - São beijos doces e simples, e não aspiram a mais do que demonstrar sempre o quanto estamos próximos e nos amamos. 

E depois há os primeiros beijos, que continuam até hoje. Primeiros, no que a eles se segue. Que fazem a terra tremer. Aqueles que arrebatam. Que nos enrolam no turbilhão. Só não costumamos estar na praça de Espanha!

E apareces tu. E a terra começa a tremer. És o meu Ponto fraco.
Os "Oioai" – é mais música portuguesa, com certeza!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Bom senso, precisa-se! (ou o porquê de um dress code)


Olhem que no Ikea, os espelhos são baratos! - desculpem a publicidade, ainda por cima porque o Ikea nem me paga nada!

Digo isto porque acredito piamente que há pessoas que desconhecem o facto, a avaliar pela forma como se conseguem apresentar. Duvido mesmo que saibam.

Cada um tem os seus gostos, e quanto a isso não haja dúvidas. E eu não sou pessoa de andar “em carneirada”, a usar isto ou aquilo só porque está na moda. E muito menos sou pessoa para avaliar alguém pela forma como se veste. Aliás, na maioria das vezes passa-me tão ao lado, que nem fazendo um esforço me lembro se já lhes vi aquela camisa, ou aqueles sapatos.

Adiante. Tudo isto “vem à conversa” porque esta manhã fiquei pasma!

Um escritório não é uma praia. Mesmo que da janela se veja um cantinho do mar, não estamos na praia!

O facto é que uma mulher de bom senso não vai trabalhar de “saída de praia” – ou seja, com um camiseiro comprido e largo, aí uns trinta centímetros acima do joelho… ou dois centímetros abaixo do rabo, para ser mais precisa (e que ainda por cima chama a atenção para uma faltinha de sol nas pernocas!... ui, ui!).

Nem que seja uma saída-de-praia concebida pelo mais famoso costureiro do mundo. Há limites!

Portanto, sempre que me deparo no escritório com pessoas a trabalhar de havaianas, homens de calções, calças de ganga todas rasgadas, boxer de fora com os jeans descaídos, decotes até ao umbigo, saias que parecem cintos largos, e por aí fora (o que por aqui é muito mais frequente do que possam imaginar)… só me apetece gritar-lhes: Eh, Pessoal! Estamos a trabalhar! Informal, mas não exageremos!

E depois queixam-se que determinadas empresas façam enormes códigos de conduta, ou tenham um super rígido dress code, etc, etc. É a opressão, dizem.

Não é. Tem de ser. As pessoas acham que hoje em dia se pode tudo! Expliquem-lhes, como se tivessem cinco anos – a menos que trabalhem num bar da Costa da Caparica, ou na mercearia e frutaria lá do bairro, calções, havaianas ou saídas-de-praia não são roupas adequadas a um qualquer escritório que se preze!

Ah... e antes de mais, confesso: esta música escolhi só pelo refrão! You got to get dressed for success! Mas já gostei... já tive albuns dos roxette! Já, já! É um "guilty pleasure"!!!

domingo, 10 de julho de 2011

Água mole...

Escuto o eco do meu pensamento no silêncio. Estou a sós - it's just me. A sabedoria popular, nem tanto de sabedoria encerra, afinal. Água mole em pedra dura, tanto dá até que..... desiste!




It takes two to make it happen. It takes us to be around...

sábado, 9 de julho de 2011

No rádio de cozinha

No lindo T2 de subúrbio que recentemente adquiri, tenho um "ultra-moderno" sistema de som que me permite ouvir música em todas as divisões da casa. Uiii que moderno! O Senhor Construtor poderia era ter feito a coisa mais bem feitinha, e eu não teria de gramar a TSF ou a Rádio Cidade na casa de banho (que não apanha mais nada) quando o que me apetece ouvir pela manhã é boa música - coisa que não passa em nenhuma das duas!

Ainda por cima, este sistema tem vontade própria e liga-se ou desliga-se sozinho, conforme lhe apeteça. Ou então, alguém o liga na sala e o som também sai nas colunas do quarto. Ora, nem sempre quem está no quarto quer ouvir música!

Mas, de vez em quando, lá dá qualquer coisita. Por isso, o local onde mais me utilizo dele é na cozinha, enquanto dou asas à minha criatividade culinária - área em que, modéstia à parte, até me safo bem, apesar de não ter comparação com os dotes de Chef do meu Amorido!

Enfim. Como estava a contar-vos, costumo utilizar o "modernérrimo" sistema de som na cozinha. Mas acabo sempre por me "passar" com aquilo, porque a sintonização dos postos de rádio depende do quanto nos mexemos dentro da divisão. Se eu ficar especada em frente ao painel de sintonização, tudo muito bem. Se me desvio por um momento... pronto! Lá se vai a música que eu até estava a gostar de ouvir. Mais uns toquezinhos de "zapping" e.... boa, outro posto! E tenho descoberto rádios que nem nos dias mais cinzentos eu sonhei que existissem!

Um destes dias, preparava eu o jantar, e depois de muito saltitar entre postos... Abracadabra! Foi como se a minha mãe, tivesse voltado a este mundo e tivesse entrado alegremente para fazer o jantar comigo! Foi mágico.

No rádio da minha cozinha, tal como há talvez trinta anos atrás, o Paulo de Carvalho cantava o seu Abracadabra.

E lá viajei, com a música, para os tempos em que eu e os meus irmãos, enquanto a minha mãe preparava o jantar, colocávamos na cozinha o gira-discos. Era um famoso portátil da Philips, em forma de mala, com leitor de cassetes e rádio incorporado, e em que se trocava de 33 para 45 ou 78 rotações girando um botão. Desses finais de tarde musicais, e do bom gosto que sempre caracterizou a minha mãe, lembro-me de aprender a gostar de Simon&Garfunkel, dos Eagles, do Rui Veloso, de discos e mais discos do Zeca Afonso. De tanta e tanta boa música que se ouvia naquela casa... e deste Abracadra!

Já não ouvia isto há muitos anos. Mas ainda me lembro perfeitamente da letra completa!

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O sentido da vida

É discutível, a forma como podemos ser felizes e dar sentido à vida. 

Se, para mim, ser feliz abarca um conjunto de dimensões inevitavelmente interligadas mas suficientemente delimitadas – como a pessoal, a profissional e a social, e não forçosamente por esta ordem – outros haverá para quem ser feliz passa por um conceito completamente diferente. 

Erradamente, dou por mim a julgar a felicidade dos outros pelos meus parâmetros.

Poderá alguém dedicar-se a uma carreira profissional tão absorvente que quase anule a sua vida pessoal, e ser verdadeiramente feliz? 

Será verdadeiramente feliz alguém que vive entre pequenos-almoços de trabalho, almoços com clientes, reuniões com altas personalidades, jantares de negócios, dormidas em luxuosos hotéis de aeroporto, viagens profissionais… e nunca estendeu a toalha no areal da Fonte da Telha ou comeu um pires tremoços na colectividade do bairro?

Será verdadeiramente feliz aquele que atingiu o reconhecimento público pelos seus enormes feitos em prol da sociedade, pautou a sua vida pela constante concretização de metas profissionais ambiciosas e conseguiu sempre atingi-las com grande sucesso e, de volta a casa ao fim do dia, não tem o riso solto e o beijo de uma criança? 

Será verdadeiramente feliz quem anseia pela concretização de um negócio de milhões, ou sente o “nervoso-miudinho” à espera dos resultados de uma bem planeada campanha política, e nunca sentiu “borboletas no estômago” só de ouvir o telefone a anunciar o sms daquela pessoa especial?

Não sei. Mas olhando para o lado, por cima do meu ombro, tenho de concluir que sim.

No que me diz respeito, não seria feliz sem essas pequenas coisas. Mas também não seria feliz sem os meus grandes feitos (grandes, à minha dimensão). 

Mas isso sou eu. Porque afinal de contas, a felicidade está naquilo que nos preenche. No que nos faz sentir vivos e que faz de nós melhores pessoas. Tome os contornos que tomar, seja na dimensão que for, o importante é tirar realmente um grande prazer da vida.

A minha felicidade é o equilíbrio. Tantas vezes tão díficil.

O problema é que, muitas vezes, o ser humano é arrastado pelas fortes correntes da vida quotidiana e se esquece do que realmente lhe dá prazer. Há que parar, de quando em quando. Olhar para trás e equilibrar novamente os pratos da balança.

A mim, de nada me servirá uma imbatível carreira profissional, se ela me condicionar o prazer de poder comer despreocupadamente o pires de tremoços com “a malta” da colectividade. De nada me servirá um ordenado de vários milhares de euros, se para o ter não puder ir buscar a minha filha à escola em cada final de dia! De nada me servirá o reconhecimento público por qualquer grande realização, se o meu coração não continuar a bater forte e as pernas me continuarem a tremer, de cada vez que o meu Amorido me envia uma mensagem!

A minha felicidade é o equilíbrio. 

Um dia, quando eu partir, quero que seja com a certeza de que fui muito feliz!

E uma coisa eu concluí hoje: se a vossa felicidade for diferente da minha, que seja! Mas assegurem-se de que é enorme o prazer que retiram da vida. Ela pode ser curta! 

"It's something unpredictable, but in the end it's right. I hope you had the time of your life!" 
desculpem o vídeo, mas o original tem o "embed" desactivado :-(

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Acordar

Ainda no seguimento do disse aqui em baixo, os tão agradáveis posts matinais do GM, remeteram-me hoje para o acto de “acordar”.

Se há uma coisa que me caracteriza é o facto de acordar sempre bem disposta, cheia de energia para começar o dia. 

De facto, considero que dormir é uma perda de tempo – entenda-se, nesta afirmação, que me refiro ao dormir mais do que as sete a oito horas necessárias para repor energias, e permitir que o nosso prodigioso cérebro refaça todas as “neuro-connections”, processe toda a informação que lhe fornecemos no dia, e regenere todas as partes eventualmente regeneráveis…

Por isso, gosto de acordar cedo (relativamente) para poder aproveitar a manhã. No Verão então, não há nada melhor! Aproveito para fazer praia, e gosto de lá chegar cedo. Ou passear com a minha filha. Ou simplesmente para tomar um pequeno-almoço relaxado numa esplanada, a ler um livro ou o jornal do dia. 

Se é dia de trabalho, adoro levantar-me e chegar ao escritório cedo e bem disposta! É um bom princípio, e até parece que o dia corre melhor!

Gosto de, mal acordo, rever mentalmente o que tenho para fazer e planear o dia. Alegra-me ter consciência das pessoas com quem vou estar ou, caso não me alegre assim tanto (às vezes acontece), prepara-me mentalmente para enfrentar isso. 

Gosto de ouvir música ao acordar (tanto como gosto de ouvir ao longo do dia), gosto de ir a cantar no carro. Gosto de ir até Paço de Arcos pela marginal e ver o sol reflectir-se no rio/mar. Gosto dos dias em que vejo nitidamente a outra margem. Do azul forte do céu salpicado de nuvens brancas, assim como de um céu cinzento que contagia o mar nos dias de inverno.

No fundo, o que gosto mesmo ao acordar é esta magnífica sensação de estar vivo. Saber que tenho todo o dia pela frente, cheio de desafios. Fazer coisas, senti-las...

… E, confesso, gosto(ava) de acordar todos os dias ao lado de alguém que também tenha prazer em acordar!

E, não fosse o nome deste Blog "Uma música por dia", aqui fica a primeira desta nova série. Reflecte bem o meu acordar:

I got a pocket, got a pocketful of sunshine!!!! (Natasha Bedingfield)


One year later!

Estou de volta.

Um ano se passou desde o último post que coloquei. E sim, as férias foram boas e até já se aproximam outras, a largos passos… estou a precisar!

Pouco mudou na minha vida. Mas tanta coisa está diferente.

Continuo muuuito apaixonada, continuo no mesmo emprego, continuo a ter uma vida agitada e preenchida. Continuo sempre rodeada pelas pessoas que amo, e todos os dias me lembro da sorte que tenho! Gosto das mesmas coisas, divirto-me com todos os momento bons da vida. Continuo a dar o melhor de mim em tudo e, com maior ou menor grau de sucesso, ultrapasso todos os obstáculos que vão surgindo. Faço questão de ter sempre a mesma alegria de viver! E a música continua a acompanhar-me. Sempre.

E o que está diferente? Entre voltar a estudar, mudar de casa, ou ter o dobro do trabalho, o que está diferente é apenas o tempo. O que me sobra para ler um bom livro (o que não faço há um ano) ou escrever sobre o que gosto. Ou ouvir mais música.

Sim, eu sei que este não é um mal que me é exclusivo. Nos dias que correm, todos temos de ser exímios gestores deste bem tão precioso. Só assim conseguimos viver. Em todas as áreas que nos dão prazer – e naquelas de que nem tanto prazer tiramos.

Por isso, inspirada pelo meu Amorudo - meu grande seguidor, e que se queixa de eu nunca mais ter escrito - e pelo meu querido amigo GM, que tão bem escreve e me inspirou, de tanto que “o li” nestes últimos dias… I’M BACK!!!!