sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ainda sobre a Liberdade

Inspirada pela minha amiga “Sininho” e por um “animado” debate, acabei por me debruçar hoje um pouco mais sobre um assunto.

A questão era a liberdade de expressão, e transpunha-se o conceito para a nossa vidinha quotidiana - como somos, como nos comportamos, e como é encarada hoje em dia a liberdade de expressão nos diversos ambientes – no laboral, no núcleo de amigos, na família, ou até na blogosfera.

A opinião generalizada é de que se vive hoje em dia numa espécie de “opressão”, em que as pessoas acabam por não expressar as suas ideias e opiniões pressionadas pelo líderes de opinião ou políticos, pelos seus superiores hierárquicos, pela sociedade e pela comunidade em que se inserem. No trabalho, por exemplo, têm o receio de ser despedidos ou postos à margem.

Ora, isto era a opinião generalizada… mas não é a minha opinião!

Para mim, dizer tudo o que nos passa pela cabeça e tudo o que nos apetece não é exercer Liberdade de Expressão. É ser burro!

Como se costuma dizer, "a minha liberdade termina onde começa a dos outros". Eu tento ter isso sempre em mente, e quero acreditar que o que se passa hoje em dia não se trata de "opressão" mas sim de "opção" - nós escolhemos não dizer o que realmente pensamos, o que nos apetece ou vai na cabeça.

E acho que escolhemos fazê-lo apenas porque nos convém. Porque poderemos tirar melhor partido disso, porque não queremos melindrar alguém, ou porque simplesmente não queremos ser confrontados ou assumir/enfrentar as consequências.

Mas, acima de tudo, acho que é uma opção. Não existe nenhum bicho-papão que nos persiga. O tempo da PIDE já lá vai e, graças a Deus, a nossa geração nem sequer sabe do que se trata (e as posteriores ainda menos).

Nós já nascemos numa época em que a Liberdade é mais que muita, conduzindo em muitos casos à cretinice e à desinformação. Basta olhar-se para as verdadeiras “palhaçadas” nos debates políticos, para as notícias sensacionalistas que abrem os noticiários, para o número de revistas cor-de-rosa que se vendem. Ou, saindo do plano dos meios de comunicação, basta reflectir sobre a forma como os alunos falam com os professores hoje em dia, ou mesmo como muitos filhos falam com os pais. A liberdade de expressão é, nos dias que correm, um direito do qual se usa e abusa, e que serve de desculpa para as atitudes mais descabidas.

Eu, pessoalmente, assumo que nem sempre digo o que penso!... Há mesmo muitas coisas que escolho não dizer, ou situações em que prefiro “dourar a pílula”, pura e simplesmente porque considero que essa é, no momento, a opção mais sensata.

Mas atenção! Lá por não dizer sempre tudo aquilo que penso, (e isto é fundamental) não quer dizer que alguma vez diga o que não penso!!!!

... isto tudo é apenas “a meu ver”!!! (expressão gentilmente “gamada” à Sininho)!!!!


E agora... I'm Free! (g'anda malha!)

3 comentários:

Precis Almana disse...

Houve aí uma altura que ser frontal era visto por alguns como uma grande qualidade. Ser frontal é ser mal educado, na minha opinião. Porque eu posso achar que estou à frente de um imbecil; vou dizer-lhe em nome da frontalidade? Arrisco-me a levar! Portanto, é isso mesmo, temos de ter educação e bom senso. Sensibilidade também, já agora ;-)

Chocolate disse...

Hoje não existe a PIDE, existem rótulos que são colocados às pessoas, existem situações que em ficas parada no tempo porque a informação que corre sobre é errada!

Aprendi com isso,e hoje vivo-o na pele não virei espectadora mas deixei de ser uma "especuladora" do que penso ou sinto.

Passei a ter uma grande barreira!

Wagner Augusto disse...

hoje é complico ser nos mesmos, a sociedade colaca seus padrões e nos que não temos força temos que sêder, digo isso pois é dificil andar nas ruas e ser marginalizado aos olhos do povo...

otimo post.

passa no meu blog e me da umas dicas, sou blogueiro de 1° viagem

O SOM EM PALAVRAS
osomempalavras.blogspot.com

abraço e bj!