segunda-feira, 27 de julho de 2009

Hasta la vista, baby!!!


Até ao dia 17 de Agosto... estarei algures por ali. A banhos, a passear na marginal, a comer aquelas maravilhosas farturas e as fantásticas bolas de berlim da praia. E muita "sardine on carbon"!!!!
Portanto, esqueçam os meus comments, as minhas visitas, os meus posts... Se passar por aqui será de fugida, pois não tenho a menor intenção de me lembrar da existência uma coisa chamada World Wide Web, mais conhecida pelo "dábliu, dábliu, dábliu"!
I'll be back!


quinta-feira, 23 de julho de 2009

22 de Julho de 1939

Teriam sido ontem 70 anos, se tivesses continuado a partilhar connosco este mundo que sempre foi tão cruel contigo. Mas foi melhor assim. Foi menor o sofrimento. O teu, principalmente.

Não completaste os 70 anos, mas acabou-se a tua já longa dor.

Ontem, pensei em ti vezes sem conta, mas não conseguia escrever nada. E depois do tanto que já escrevi sobre ti aqui, ou aqui, e das tantas vezes em que te referi neste blogue, resta-me dizer-te que tenho tantas saudades tuas!

Sinto a tua falta todos os dias. Queria poder partilhar contigo os momentos de imensa alegria que tenho vivido ao lado de um grande amor - e nem imaginas as vezes que já pensei que irias gostar dele (e ele de ti, certamente). Tenho pena de ver a minha "Piolha" crescer, sem que tu o acompanhes. Tenho pena de já não poder ligar-te para ouvir a tua voz.

Mas a vida é mesmo assim. E, dentro de mim, vais estar para sempre viva!

Por isso, onde quer que estejas (e sei que me vês e me sentes): FELIZ ANIVERSÁRIO, MÃE!

Aqui fica a "tua" música... A "nossa" Pedra Filosofal, que ouvimos juntas em tantas tardes da minha infância e que tantas recordações tuas me trás!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

A tradição já não é o que era!... ou "Onde andam os caracóis?"... ou "Eusébio Hoje!"

Confusos??? Um título assim, que à primeira vista nada quer dizer, deve-se apenas ao facto de me apetecer escrever sobre dois assuntos que nada têm em comum.

Pois é. Como não poderia deixar de ser, ontem ao final da tarde eu e a minha grande e inseparável amiga de todos os tempos (e agora também prima), a Sof - que para mim, será sempre a D. Rosa - decidimo-nos pelo nosso final de tarde favorito: uma caracolada!

Mas estava difícil!!! No "sítio do costume", já não havia. Na colectividade também não. No snack das Piscinas, muito menos... aliás, parecia que não havia caracóis em nenhum café daquele malfadado (e mal-afamado) bairro onde tanto gostamos de morar. E eis que demos por nós num cafézinho em que eu já não entrava há mais de dez anos.

Por lá, os petiscos sempre foram bons, e os caracolitos de ontem não foram excepção. Mas a tradição já não é o que era! Lembro-me de, quando era miúda, esse café reunir imensa gente nos finais das tardes de verão. Era uma esplanada meio improvisada na calçada da praceta, e juntavam-se ali os pais com os miúdos. Os pais refrescavam-se a beber umas imperiais (uns mais que outros, é certo) e a comer uns petiscos... enquantos nós, os miúdos, brincávamos à vontade na praceta, até irmos para casa "direitinhos para a banheira", tal era o estado em que chegavam as nossas pernas e pés.

Agora, a praceta é apenas um parque de estacionamento, e o café foi alvo de remodelações. Está mais bonito, mais moderno. Mas já não tem a tal esplanada improvisada. E nem é por isso que a tradição já não é o que era. É porque já não há crianças a brincar na rua. Nem pais na conversa, a conviver e a beber as imperiais ao final da tarde. Hoje, há apenas pessoas que correm. Que estacionam e entram nos prédios a correr. E que não cumprimentam o vizinho, nem tampouco se tratam pelo nome.

Ainda assim, estamos na Damaia. E na Damaia continua a haver ainda algum espírito de bairro. Na Damaia as pessoas até se conhecem... mas não é nada como nos tempos em que eu brincava na rua!

...

Algumas horas depois da caracolada, e ainda com a D. Rosa por companhia (e nessa altura também com o meu "lindo Amorudo") estivemos a rever a paródia que Os Contemporâneos fizeram há dias. E não podia deixar de a partilhar aqui.

Por um lado, nunca gostei da Amália (e escusam de me "bater", pois gostos não se discutem!), e por outro nunca fui grande fã dos The Gift.

E, mesmo considerando que o projecto Amália Hoje foge dos registos, quer da Amália, quer dos The Gift, para dar uma nova roupagem a fados que na sua essência são excelentes, o facto é que já não há quem aguente! É que a rádio em Portugal mata qualquer projecto de valor, apenas pela verdadeira injecção que nos dão de uma única música. Esta (A Gaivota) passa tantas, tantas, tantas vezes, que até enjoa!

De qualquer forma, não pude deixar de achar brilhante a paródia d'Os Contemporâneos - "Eusébio Hoje"

E aqui vos deixo um momento de grande humor!!!!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

De cabeça quente... e "enfeitada"!!!!

Ora aqui está um grande exemplo de que as coisas, quando são feitas de cabeça quente, dão mau resultado!

Por vezes, e por muito que nos custe, temos de controlar os nossos ímpetos e os nossos acessos de fúria - seja ela justificada ou nem por isso.

E olhem que sei do que falo!!! Ainda anteontem, numa reunião em que eu estava, tive a mesma vontade que passou pela cabeça do nosso agora ex-Ministro da Economia.

Juro que me apeteceu fazer uns valentes cornichos (e mais uns quantos gestos obscenos) para a pessoa que gritava barbaridades à minha frente, para uma plateia de acéfalos que, sem vontate ou opinião própria, a seguiam como carneiros.

Mas não o fiz! Respirei fundo, simulei um telefonema que nunca existiu e saí da sala de fininho! E, portanto, assim não tive de me demitir, nem de me despedir, nem de sofrer consequência nenhuma por um gesto de "cabeça quente"!

Mas, confesso, tenho pena de não ter feito os cornichos... Apetecia-me tanto!!!! E confesso que até compreendo o "Manelito"... A bancada do PCP é dose!!!!! Nem um Santo os aguenta!!!!

Caro Dr. Manuel Pinho, isto é "d'homem"!!!! Só não devia ser de político!....


quarta-feira, 1 de julho de 2009

GAME - Grupo de Arte Musical e Expressão (que saudades!)

Correndo o risco de me tornar repetitiva nos assuntos, vou voltar a falar no Michael Jackson.

Não que fosse assim tão fã. Mas hoje, à hora do almoço, ia no carro e ouvi o Thriller. E isso transportou-me para uma época da minha vida que recordo com alguma nostalgia e muita alegria, e que não posso deixar de partilhar.

Estávamos em 1983, e eu tinha 11 aninhos. Os meus pais sempre estiveram “muito à frente”, e por isso uma das actividades que arranjaram para me ocupar os tempos livres era um grupo de teatro, na colectividade local. Chamava-se GAME, as iniciais para Grupo de Arte Musical e Expressão, e proporcionou-me momentos inesquecíveis que fazem parte de uma infância muitíssimo recheada e feliz que, graças a Deus (e aos meus pais), eu pude ter.

No GAME, levávamos a coisa muito a sério! Ensaios, caracterização, espectáculos... e até digressões (sim, que íamos actuar noutras colectividades)!

A certa altura, o nosso encenador – que na altura era um miúdo (um pouco mais velho, mas um miúdo) e hoje faz parte do panorama artisitico nacional, no chamado “backstage” - resolveu que seria giro por os “putos” a fazer um sketch do Thriller. E assim foi. Dancávamos, cantávamos e imitávamos aqueles monstros e criaturas todas. Já não me recordo quem fazia de Michael Jackson… provavelmente um dos mais velhos. Mas lembro-me do quanto foi difícil decorar a coreografia! E lembro-me do nervoso que sentíamos antes de entrar em palco. Era uma emoção! Foram, sem dúvida, momentos inesquecíveis!

Parte dos elementos do grupo continuam a fazer parte da minha lista de amigos. Alguns mais distantes, outros nem tanto. Outros têm hoje uma vida bem sucedida. Uns quantos perderam-se pelo caminho.

Mas de certeza que todos recordamos aqueles “anos dourados”. Beijinhos a todos!... Onde quer que estejam!