terça-feira, 26 de maio de 2009

Os muros do meu quintal

Antes de mais, quero frisar bem isto: nem pensem que este Blogue acabou!!!! Lá porque o trabalhinho me atacou completamente nas três ultimas semanas, e o pouco tempo que me sobrou foi dedicado a outras actividades (sim, outras… vocês sabem!…) não quer dizer que deixe de escrever ou de manter vivo este meu “eu” virtual!

E até porque me sinto orgulhosa deste espacinho…. Mais de dez mil visitas num ano!!!! É boa esta sensação de ter alguma audiência, mesmo que não a conheça pessoalmente.

E dito isto. Vamos à conversa e ao tema que despertou esta necessidade de aqui voltar e partilhar alguns pensamentos convosco: a verdadeira dimensão da realidade em que vivemos.

Se por um lado ser amigo é amparar, ouvir, dar a mão e apoiar sem reservas, por outro lado os amigos têm, muitas vezes, de confrontar-nos com a realidade e abrir-nos os olhos. É muito difícil ajudar quem não quer ser ajudado. E, por muito que custe vermos os nossos amigos perderem-se por motivos que consideramos desajustados, por muito que não concordemos com as suas reacções e por muito que lhes queiramos mostrar que o caminho não é esse, lá diz uma música de que gosto muito:

"não se mostra o trajecto a quem parte para se perder. Não se dá boleia a quem precisa de ir a pé"…

É claro que me refiro a uma situação em particular. Uma situação em que eu, sinceramente, já não sei o que dizer ou o que fazer. Custa-me não dar a mão, mas já não tenho mais mão para dar. Custa-me não ter mais uma palavra amiga, mas já não sei o que dizer. E acima de tudo custa-me saber que nem sequer faz sentido.

E como não sou ninguém para dar conselhos, deixo aqui apenas algumas palavras que considero serem merecedoras de alguma reflexão:

Por vezes, temos tendência para olhar a vida de uma forma negra. Olhamos só para o nosso quintal, e achamos que os nossos pequenos males são o drama da humanidade.

Porque aprendi isso, quando construí o meu quintal, deixei os muros baixinhos. Muros que me permitem ver para além do meu pequeno mundo, e me ajudam a realizar o quão pequenos são os meus problemas.

E nem preciso de olhar para os dramas mais mediáticos. Basta olhar para o mundo que rodeia esse meu quintal, e consigo lembrar-me pelo menos de uma mãe guerreira que perdeu um filho. Consigo lembrar-me de outra, com um menino deficiente e que arranja todos os dias força para lutar. Consigo lembrar-me do emigrante de leste, que encontro diariamente no mesmo semáforo, e a quem uma simples moeda garante a comida desse dia. Consigo lembrar-me de alguém que enfrenta de perto a palavra morrer – que ouviu “cancro” da boca de um médico, e mesmo assim decidiu lutar. Se pensar mais um pouco, lembro-me ainda de uma família devastada pela droga. E tanto mais…

Tudo isto, mesmo juntinho ao muro do meu quintal.

Quem somos nós afinal para fazer sofrer quem nos rodeia, quem gosta de nós e se preocupa connosco, baseados apenas na olhadela que demos ao nosso próprio quintal? Não temos esse direito! Não temos o direito de perturbar quem segue ao nosso lado vendo-nos mergulhar em depressões… toda a nossa força está dentro de nós, e basta baixar os muros e olhar.

E pronto… pode não fazer sentido para vocês, mas já desabafei! E tu, minha querida amiga que andas perdida e vais ler isto (sei que vais), olha um pouco além dos teus muros e vais ver que será bem mais fácil!

E aqui fica a música que citei lá atrás.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Coisas que dão que pensar

Dão que pensar, e muito, estas modernices do mundo em que vivemos.

Vale a pena parar um pouco para ver este vídeo com "olhos de ver". É por isso que hoje não vos deixo música...