sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O primeiro amor.

Na minha vida, apenas estive verdadeiramente apaixonada duas únicas vezes: pelo homem com quem dividi quase vinte anos e, antes disso, pelo meu primeiro amor.

Éramos uns miúdos. Estávamos a descobrir a vida e a descobrir a paixão. Estávamos a descobrir-nos. E vivemos um grande amor, com a intensidade própria dos nossos 15 anos. Fomos o primeiro amor um do outro, e isso fica para sempre!

Marcámos irreversivelmente as nossas vidas. Mas, como todos os amores de adolescência, tudo acabou alguns meses depois (oito meses e meio, para ser mais exacta). Deixámos de nos falar e de nos ver. E, apesar de mantermos alguns amigos em comum, passaram 20 anos sem sequer nos cruzarmos!

Vinte anos depois, ainda nos lembramos do nome completo um do outro. Eu ainda me lembro da data do seu aniversário, dos nomes das irmãs, da decoração da casa dos pais dele. Ainda me lembro da fotografia que me deu, vestido com a farda dos escuteiros. Ainda me lembro das prendinhas que trocámos nos dias especiais….

E, porque o mundo é um quintal, hoje reencontrei-o!

Um homem totalmente diferente. Bonito, tal como há 20 anos, mas totalmente diferente. Outras feições, menos cabelo e alguns brancos. Mais rugas…. Mas o mesmo olhar. Reconheci-o, depois de 20 anos, não porque as feições sejam as mesmas, não porque esteja parecido, e muito menos porque contasse vê-lo ali. Reconheci-o pela sua essência! Pelo que está para lá do olhar e da expressão.

E poderia reconhecer aquele olhar, nem que tivessem passado cem anos. Porque as pessoas que nos marcam, deixam em nós qualquer coisa que reconheceremos, mesmo que passe o tempo, mesmo que mude o corpo, mesmo que estejamos irreconhecíveis.

Porque é a essência das pessoas que nos marca.


E porque o primeiro amor é único!!!

Hoje, fica aqui a música que me transporta exactamente para o sítio em que nos conhecemos... A praia da Rainha, no Verão de 1987.

Whitesnake: Is this love?

6 comentários:

Pulha Garcia disse...

não há amor como o primeiro...

Joao disse...

Esta música remete-me para uma altura da minha vida, muito novinho, em que tudo era descoberta. Em que havia magia num beijo conseguido, havia sonhos com os primeiros seios tocados e vistos, o vislumbre de coxas... tenho saudades dessas sensações. Porque sei que não voltam.

Sobre o primeiro amor, escrevi em tempos, http://www.geografiadascurvas.net/?p=44

No mais, Teresa, deixa-me dizer-te que compreendo tudo quanto escreveste.

Anónimo disse...

D.Rosa,d.Rosa... este é o momento certo para dizer: "Sou culpada e sinto-me feliz!" O eu estar no sítio e hora certos, permitiu que pudesses "recuperar" memórias que sei terem tido tão especiais para ti. Tive, o privilégio de as poder acompanhar de perto!
Sof

SOF disse...

D. Rosa, como reparou, a sua velha amiga, colocou anónimo... POR LAPSO!

LSM: Lucy in the Sky with Me disse...

Como eu te compreendo! Esta história poderia muito bem ser a minha, basta substituir 20 anos por 10. Até a música transporta-me para a minha adolescência/juventude.

Quanto ao blogue, gostei! Podes agradecer ao Geografia das Curvas (outro blogue excelente)

Xavier Orkall

*Me* disse...

E daqueles que guardamos no coração e que transforma numa amizade do tamanho do Mundo?
Sim eu tenho um desses e tu sabes!