domingo, 6 de julho de 2008

“As promessas, como as pessoas, perdem a força quando envelhecem” (Marcel Pagnol)

O facto é que há coisas na nossa vida que têm de acontecer no momento certo, sob pena de nunca virem a acontecer.

Podemos até alimentar algum entusiasmo apenas com promessas. Mas esse, acabará por desvanecer-se, se não passarmos disso mesmo – promessas. Pior… se para além do entusiasmo momentâneo nada mais existir do que vãs promessas, esse fim é mais do que certo, e ainda mais rápido.

Pois é. Refiro-me à tal “paixão incendiária” que aqui exaltei ainda há poucos dias... Envelheceu e morreu. Tão depressa que nem dei por isso - notei-o hoje, quando me pus a pensar sobre o assunto.

E porquê? Bom, porque se por um lado nunca passámos das promessas – palavras acesas que, como palavras que são, lavou-as o vento – por outro lado, existe em mim uma “paixão residente”, com uma força tal que me puxa sempre que tento afastar-me!

Foi pena!... Podia ter sido diferente. Podias ter-me curado da "outra" paixão que me desassossega... Podíamos ter levado o jogo até ao fim. Acredito que teria sido realmente bom, mágico, intenso… Mas, desistimos a meio!

Da mesma forma que uma coincidência nos fez reencontrar, também todas as circunstâncias se conjugaram no sentido de nunca concretizarmos as promessas que vamos fazendo... E a espera apagou o fogo inicial.

Neste momento, tenho de baixar os braços e admitir que, na ausência de “alguma acção” entre nós, a chama da minha “paixão residente” foi mais forte!

Venceu a “paixão residente”!... Embora sem quaisquer juras ou promessas, sem qualquer “acção”, e mantendo-se secreta (pelo menos ao olhos dele, que não sei como, não a vê!) .

Contudo, devo dizer-te que, apesar de não termos dado uma "forma física" à nossa atracção repentina, foi tudo muito bom!!! Fizeste-me realmente muito bem!...

Pode ser que um dia, o acaso venha a juntar-nos de facto (espero que sim!) e que tudo se incendeie de novo. Pode ser... um dia… O que tiver de ser, será!

Hoje deixo-vos uma música bem velhinha ("Que sera, sera", de 1950 - Doris Day), que além de ter tudo a ver com o que hoje escrevi, faz parte das minhas mais felizes lembranças de adolescencia: esta canção integrava o repertório de uma das peças de teatro que representei enquanto fiz parte do Grupo Teatral G.A.M.E... Foi uma das mais marcantes e enriquecedoras experiências da minha infância e adolescência. Um dia conto-vos!!!




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