quarta-feira, 14 de maio de 2008

Espaço à poesia

Paixão...

É fogo que arde incessante,
Queima tudo p’lo caminho,
Dominante, Irracional!
Vende a alma por um beijo.
E chega a doer, o desejo,
De tão forte, tão real.

O coração bate doido
Inquieto no meu peito
Galopa, descompassado.
Dispara só por te ver.
Estava capaz do morrer,
Por um segundo ao teu lado.

E imagino a minha pele
Pela tua a viajar,
Quando a tua mão me toca.
Fantasio o teu perfume
Escondo a chama e o ciúme
Num silêncio que sufoca!

Mas isto não é amor...
(viria a ser, se quisesses)
Que o amor não é tão louco!
Cresce lento, vagaroso,
Altruísta e generoso
Sobrevive com tão pouco

É a paixão que quer mais ,
Vive em constate tormento...
Vive à beira da loucura!
Insaciável, ardente,
Domina o corpo e a mente.
Paixão, é quimica pura!

(autoria: moi même...)

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E, como acompanhamento musical, correndo o risco de me tornar repetitiva, aqui fica o Pedro Abrunhosa.

Lembrei-me dele, pois ouvi vezes sem conta a promoção do espectáculo "
20 canções de amor, e um poema desesperado", que estará a partir de hoje em cena no Teatro S. Luiz...

Uma vez mais, aquela que considero a sua melhor música: Agarra-me esta noite!

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